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Corrimentos vaginais: algumas características

  • Dr. Marcos José Pires
  • 28 de out. de 2019
  • 2 min de leitura




Vulvo-vaginite é todo processo infeccioso-inflamatório que ocorre na vulva e na vagina. As causas desse problema são muitas, desde agentes alérgico, traumáticos, comportamentais ou infecciosos.


Os sintomas também são variados, como coceira, ardor ou queimação, dispaurenia que é a dor à penetração vaginal e o mais freqüente, o corrimento vaginal. Esse último, o corrimento vaginal, corresponde, aproximadamente, a um terço das causas das consultas ginecológicas. Todo corrimento vaginal é reflexo de alguma doença? Não necessariamente, existem as secreções vaginais fisiológicas, que estão presentes em todas as mulheres, variando com a fase do ciclo menstrual, como a ovulação e período pré e pós menstrual ou em outras condições específicas como gravidez e durante a fase de excitação. Essa secreção vaginal normal tem algumas características, como ser de cor mais clara ou transparente, mais fluida, em menor quantidade, sem odor forte e sem sintomas locais.


O corrimento patológico, ao contrario, tem características mais marcantes como textura mais espessa, maior quantidade ao ponto de poder escorrer e molhar a roupa, cor mais esverdeada ou amarelada e odor forte. Muitas vezes é acompanhado de sintomas locais. Dentre as causas, as mais freqüentes são as infecciosas como a Candidíase vulvo-vaginal, Vaginose bacteriana e Tricomoníase. A importância das vulvo-vaginites se dá, devido a sua alta freqüência e a possibilidade dessa infecção progredir provocando a doença inflamatória pélvica, que pode comprometer de forma importante os órgãos genitais internos como o útero, trompa e ovários, podendo levar a quadros de infertilidade. Cada infecção dessas possui sintomas e sinais característicos e que muitas vezes são determinantes para fazer o diagnóstico e orientar o tratamento, porém em alguns casos é necessária a comprovação com exames laboratoriais para se ter certeza.


• VAGINOSE

Sua freqüência é de 40 a 50% dos corrimentos. É causada por um crescimento atípico da flora vaginal especialmente a Gardnerella e o Micoplasma. Esse corrimento se caracteriza por ser homogêneo, ter cor branca acinzentada e odor forte, principalmente durante as relações sexuais ou durante a menstruação.


• TRICOMONÍASE

Está presente em 15 a 20% das vulvo-vaginites. É causado por um protozoário chamado Trichomonas vaginallis. Caracteriza-se por corrimento amarelo, bolhoso, fétido, de cor amarelo-esverdeado e é acompanhado de dor à relação sexual, irritação, sintomas urinários e eventualmente coceira local.


• CANDIDÍASE VAGINAL

Sua freqüência é de 20 a 25% dos corrimentos e é causada em 87% das vezes por um fungo a Candida albicans. O corrimento tem aspecto de leite qualhado e é acompanhado de sintoma de coceira intensa. É uma infecção oportunista e tem como fatores predisponentes o Diabetes, Gravidez, uso de antibiótico, presença de doença crônica.


TRATAMENTO

O tratamento pode ser feito com uso de comprimidos via oral, às vezes associado a um creme vaginal caso haja sintomas locais importantes. No caso da Tricomoníase o parceiro também deverá ser tratado. Tanto na vaginose quando na candidíase somente nos casos recidivantes é que os parceiros poderão ser tratados. Também é necessário avaliar os aspectos imunológicos nos casos persistentes e propor um tratamento mais amplo e prolongado. Terapias complementares, como a acupuntura, também são uma opção de tratamento coadujante.


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Dr. Marcos José Pires - CREMESP 50943

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