Qual o melhor tipo de parto?
- Dr. Marcos José Pires
- 13 de mai. de 2019
- 2 min de leitura
Um dos temas mais discutidos durante o acompanhamento pré-natal é o tipo de parto.
Esse é o nosso tema de hoje.

Nos últimos tempos houve um aprofundamento a respeito do conceito de acompanhamento pré-natal e dos tipos de parto.
Termos como parto natural, doula, parto humanizado e violência obstétrica passaram a ter presença constante nas conversas entre as gestantes, profissionais da saúde, nas mídias sociais, nos meios científicos ou na sociedade como um todo.
Para entender melhor esse assunto, vale fazer uma retrospectiva histórica.
Antigamente o parto era um evento social, que acontecia em casa, junto com as pessoas próximas. Quem acompanhava e orientava a gestante e até fazia o parto era a parteira. Posteriormente o parto foi levado para o hospital, passando a ser um evento médico. Ou seja, deixou de ser um evento social. A partir daí, a mulher - principal protagonista desse evento - deixou de ter participação nas decisões a respeito do seu parto.
Porque o parto foi levado para dentro do hospital é importante: porque havia mais comorbidades, como lesões materno-fetais, além de morte materna e morte fetal. Esses eventos certamente melhoraram com a hospitalização do parto. Outro aspecto importante é a dor do trabalho de parto e parto, que dentro do ambiente hospitalar passaram a ser minimizadas.
Hoje está se resgatando a humanização do parto. Isso quer dizer que a mulher está retomando o direito de participar das decisões referentes a seu parto, independente do tipo.
Essa é a parte mais importante que se reflete num plano de parto realizado pelo casal, que não é um contrato, mas uma exposição dos desejos maternos referentes ao seu parto e que deve ser levado em consideração pela equipe médica que vai dar o atendimento.
Quanto à forma do parto, a que tem mais vantagens é o Parto Vaginal, porque basicamente tem menos risco de infecção e menos sangramento, melhor recuperação da mãe e ainda proporciona mais vantagens para o nenê, no sentido da sua adaptação respiratória e no seu sistema imunológico. Pode ser natural, quer dizer, sem nenhuma intervenção, seja de anestesia, episiotomia, soro com ocitocina, etc. Pode ser também de cócoras, de lado, na posição de quatro apoios ou até dentro da água.
Não podemos demonizar o parto operatório, seja a cesariana, fórceps ou vácuo extrator, desde que com indicações precisas.
Tem que se respeitar o desejo materno, mesmo que ela queira uma cesariana eletiva ou queira por si só suportar as dores do trabalho de parto.
Então qual a melhor forma de parto? Qual o melhor tipo de parto?
No meu ponto de vista o melhor parto é o que dá certo: mamãe e nenê bem, isso não tem preço.
Outro conceito, para não ter frustrações, é que a forma do parto não pode ser mais importante do que o evento de ser mãe. A hora que se entende a grandiosidade que é proporcionar a oportunidade de outra vida ter a sua manifestação nesse plano e a responsabilidade que isso implica, esse sentimento deve plenificar a mãe e estar acima de todos os outros sentimentos. É um sentimento de entrega, substituir a nossa vontade por uma vontade maior, é um sentimento de Amor Incondicional.







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